
Ouço uma voz
Sombria, fria
Vazia
A gritar de medo,
Desespero
Por estar tão só
Por não ter quem a acuda
E socorra
Por todos fazerem descaso.
Posso ouvir promessas sem fim,
Melhorias de que a vida
Nunca mais será assim.
Vejo escorrer por mãos de outrem
O que de fato é meu
Em devaneios de adrenalinas sem fim.
Posso sentir forte o frio
Que me esquenta a alma.
Aonde foram eles?
Já não estão mais aqui.
Foram embora, embora
A hora fosse de vir.
Juliana Duarte, Agosto de 2009

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