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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Senhor do Tempo




















Para tempo, para
Se não paras desfaleço
E mergulho numa solidão sem fim.
Oh, tempo que a todos domina e aprisiona
Escravos do tempo, por tempo e sem tempo
De viver,
De sorrir,
De crescer
De ver nascer
A vida linda, bela, bonita
Aflita e rica como o pôr do sol
Cheia de muitos sem fins.
Ah, tempo, tempo...
Que medo tenho de ti
Cruel e inimigo de todos
Que assalta a vida num piscar de olhos
Fiel conselheiro dos descasados, ex-amados.
Não cura ferida, por certo.
Não ameniza a dor de quem sofre.
São boatos, boatos...
Especulações do desconhecido
Que cedo ou tarde,
Tempo em tempo
Virá a descortinar o segredo
De vivermos no tempo sem tempo
Na vida sem a alegria de um só tempo.


Juliana Duarte, 07 de Janeiro de 2009

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