
Não sei porque te quero e te espero
Não sei porque fico assim sei saber
Se ligo ou não ligo
Se de fato devo matar o desejo de
Fazer ecoar dentro de mim
A tua voz
Linda voz!
Suave melodia a invadir meu corpo a dentro
Numa ânsia infinita de te possuir,
De te ter só pra mim.
Não me queres, é certo.
Teu querer não passa de um momento,
De um incenso que acaba num instante
Tal qual a fumaça que dissipa
Alheia a tudo e a todos.
Diz-me o que queres
E fugirei para longe, bem longe.
Não me iludas.
Não diga que me queres pra ti
Não me jures amor eterno
Porque, se de certo o fosse,
Assim não me tratarias
E pelo menos uma vez
Ligaria para dizer:
Bom dia!
Juliana Duarte, Agosto de 2009

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