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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Juliana

Juliana...

Mulher com nome de princesa

Tão voraz e tão graciosa

Tão menina e tão mulher

Tão distante, mas tão dentro de mim:

Nas entranhas, nas frestas, nos meus guetos...

Doce mulher...

Que se veste de mistério

Que invade o meu universo particular

Que me rouba de mim

Que habita o meu imaginário

Em desejos poéticos, profanos e devassos.

Que me acende, me instiga, me molha...

Que me arranca gemidos e murmúrios

Que me faz querer ser dela e ninguém mais

Mulher de pele tão alva e de alma tão colorida

Pinto-me de todas as cores para alcançá-la.

Pudera eu ser um pouco do que tu queres

Pudera eu ter um bocado de ti

E assim viajar ao cerne teu

Adentrar no mais profundo de tuas avenidas

Até me perder pra me encontrar nas tuas boas vindas de amor sem fim.

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